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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Rede Nossas Cidades - Cidadania e Trabalho Virtual através de novas linguagens





A Rede Nossas Cidades é um movimento de incentivo ao engajamento para a cidadania, que utiliza os recurso virtuais, através de novas tecnologias e linguagens para concretizar ações e transformar a realidade.

Na rede são discutidos  temas de interesse dos cidadãos em geral, e apresentadas iniciativas para solucionar problemas diversos, como:

 - Direitos dos Animais


 - Mobilidade Urbana

 - Controle Social


 - Acesso ao Espaço Público


- Segurança Pública


 - Igualdade de Gênero


Qualquer pessoa pode começar uma mobilização, disponibilizar tempo e talento para dar aquela força pra mobilização iniciada por outros, colaborar com uma comunidade de centenas de milhares de membros para desenvolver soluções urbanas, se cadastrar para vigiar espaços públicos, fazer uma doação para manter o trabalho de pé, e muito mais.

A Rede Nossas Cidades conta com diversas ferramentas para viabilizar os trabalhos. Para saber mais acesse o site e surpreenda-se com a facilidade de envolvimento que a iniciativa apresenta. Hoje, falta de tempo e distância física não são desculpas para não participar. Basta querer!

Rede Nossas Cidades



Visão de cidade
A Rede Nossas Cidades é feita de milhares de cidadãos com diferentes opiniões sobre os mais variados temas. Essa diversidade não os impede de trabalharem juntos por cidades mais...

Inclusivas
Cidades que incluem todos os cidadãos em seus espaços públicos, processos de decisão e oportunidades de desenvolvimento

Sustentáveis
Cidades que estão construindo um futuro possível para futuras gerações, respeitando seus bens comuns

Criativas
Cidades que implementam soluções inovadoras para velhos problemas, enfrentam seus desafios com coragem, e usam toda a inteligência e capacidade de criação de seus cidadãos

Compartilhadas
Cidades que criam infra-estrutura e políticas públicas que garantem a toda a população acesso fácil e digno a seus recursos, serviços e belezas

Gostosas de se viver
Cidades que trabalham ativamente para garantir qualidade de vida e espaço de sonho para todos aqueles que fazem a cidade: nós!


Ferramentas:



Mrui minhascidades2Nossas CidadesMrui pdpPanela de PressãoMrui multitudeMultitudeMrui imagineImagineMrui apoieFaça AcontecerMrui deolhoDe Olho






Mrui deguardaDe GuardaMrui compartilhacoCompartilhaço












Multitude

Através da Rede Nossas Cidades é possível também realizar trabalho voluntário, conforme o tempo livre e as aptidões de cada um.

O Multitude é o aplicativo da Rede Nossas Cidades que oferece oportunidades de ação voluntária ao cidadão interessado em trabalhar por mobilizações que melhoram a cidade.

O aplicativo permite que o interessado faça um cadastro especificando:
 - Quem é e pelo que se interessa
 - Receba oportunidades de ação voluntária conforme o seu perfil
 - Ganhe reconhecimento pelo tempo e talento dedicados à cidade

Acesse a ferramenta pelo link abaixo:


A iniciativa se ajusta aos anseios de participação e ao ritmo de vida dos nossos tempos. 




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Semanário nº1



A Visão Sistêmica

 

“Não sois máquina! Homens é que sois”  

  Charles Chaplin em "O Grande Ditador", de 1940


Há tempos a humanidade vem seguindo um modelo de conhecimento baseado na divisão da realidade em subsistemas, estudados separadamente e classificados pelas ciências como partes isoladas.
Até a criação do método científico, por René Descartes em 1637, a produção do conhecimento nascia da visão totalizante dos filósofos, verdadeiros sábios, conhecedores de assuntos plurais, curiosos e interessados em explicar e relacionar os fatos para chegar à verdade.
Após a Revolução Científica, todo o conhecimento já produzido pela humanidade passou a ser questionado e considerado verdadeiro apenas após sua submissão aos procedimentos sistemáticos do método cartesiano, que produz uma resposta neutra e objetiva acerca dos fatos.
A evolução tecnológica da ciência ganhou expressividade, associada à transição do modelo econômico mercantilista para o capitalista.
No Mercantilismo (Idade Moderna, entre os séculos XV e XVIII), muitos ainda permaneciam nos decadentes feudos, nas zonas rurais, e a economia baseava-se na produção artesanal. As demandas permaneciam estáveis, e o trabalho assalariado nascia timidamente. Com a ascensão do Capitalismo (Idade Contemporânea, do final do século XVIII até a atualidade), as ideias liberais no campo político e econômico embasaram a necessidade da assertividade no momento das decisões mais relevantes. Apareceu a liberdade para escolher a religião, a profissão, o mercado a atuar, enfim, o estilo de vida passou a ser definido por cada indivíduo. A credibilidade da ciência embasou esse momento peculiar, onde ideias filosóficas foram substituídas pela pontualidade do método. Muito se atribui em termos de desenvolvimento a esse modelo desde então.
Basta uma despretensiosa pesquisa na internet (um dos frutos da tecnologia científica), para serem encontradas criações cuja falta seria inimaginável nos dias de hoje. A cura de doenças, os avanços nos sistemas de comunicação, nos meios de ir e vir, as invenções que facilitam os serviços domésticos, a construção civil, essa lista é interminável. Deve-se tudo isso ao progresso das ciências.
A principal questão é que os cientistas mergulharam cada vez mais em suas especificidades indiscutivelmente importantes, deixando para trás a capacidade de promover uma visão totalizante e inter-relacional, característica facilmente encontrada na obra dos antigos filósofos.
A visão sistêmica que consiste em perceber as relações entre o todo e as partes, ou o movimento integrado entre o ambiente, nossas decisões e o futuro, é um exercício de percepção.
Como todo exercício, exige prática perseverante e consistente.
A ciência aponta as verdades, e a visão sistêmica norteia a melhor maneira de aplicá-las.
Através do uso concomitante da intuição, da sensibilidade, da emoção e do conhecimento técnico-científico, é possível tomar decisões com consciência das consequências potenciais.
Hoje se sabe que o melhor resultado advém do equilíbrio. Desrobotizar, analisar, relacionar, considerar todas as possibilidades. Avaliar as situações entendendo que  as ações individuais promovem frutos coletivos, todas as ações coletivas promovem legado universal. E os sistemas maiores – sociedade, universo – afetam diretamente o curso de cada pessoa.
O uso que se dá ao conhecimento, a respeitosa convivência entre indivíduos e povos e a manutenção das condições para a vida no planeta demandam uma visão de pertença, possibilitada pela interpretação sistêmica.